
Parte do muro da residência da família do jornalista foi literalmente para o espaço com o impacto da explosão.
Um botijão de gás recheado de pólvora e parafusos explodiu em frente à casa da família do jornalista Rubens Coutinho, editor do TUDORONDONIA, na madrugada desta segunda-feira, na zona sul de Porto Velho. A explosão destruiu parcialmente o muro da frente da residência, abrindo um buraco, e um pedaço do artefato de metal atingiu o telhado da casa.
A explosão levantou uma nuvem de fumaça que encobriu a residência e foi ouvida a mais de um Km, inclusive numa unidade do 5º Batalhão da Polícia Militar localizada na praça do conjunto onde residem as filhas do jornalista.
A PM compareceu ao local e fez os primeiros levantamentos, registrando a ocorrência e solicitando a realização de perícia no material.
O muro amorteceu o impacto da explosão e pode ter evitado uma tragédia, pois crianças no interior da residência poderiam ter sido atingidas pelos parafusos que voaram para todos os lados com a explosão do botijão de gás cheio de pólvora.

Revoltado com a covardia, mas não amedrontado, Rubens Coutinho disse que continuará fazendo seu trabalho. "Pretendo comunicar por escrito o fato à Secretaria de Segurança Pública de Rondônia, Comando Geral da PM, Polícia Federal, Federação Nacional dos Jornalistas, Sindicato dos Jornalistas de Rondônia, Governo do Estado, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, entre outros órgãos, de maneira que, se algo acontecer comigo ou com minha família, autoridades e instituições terão sido previamente alertadas e não poderão, no futuro, alegar desconhecimento dos fatos", afirmou o jornalista, que, por ser apartidário, descartou motivação política para o atentado.
(Questões como essas, bem como aconteceu com Tim Lopes, no Rio de Janeiro, o Jornal Imprensa Popular, em Porto Velho, o Mesquita, em Ouro Preto do Oeste e que continuam acontecem em nosso cotidiano profissional precisam ser minunciosamente acompanhadas pelas autoridades policiais e juduciárias, municipais, estaduais e federais. Caso contrário estaremos fadados a admitir que impera ainda em nossos dias, em pleno século 21, o domínio do medo e o reino da impunidade).
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