Diversos alunos acusam a Diretora do IFRO, Mércia de manipular a opinião dos pais e alunos que se vêem divididos no que diz respeito ao direito de se manifestar, segundo eles, em relação aos excessos praticados por membros da diretoria e a reitoria, que trata os alunos, na sua maioria menores de idade, com humilhações, coações e assédios morais de todos os gêneros.
Mães de alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de Rondônia (IFRO) denunciaram que os filhos
estão sendo coagidos para não apoiar a greve dos professores e técnicos
administrativos da instituição. Elas afirmam que os estudantes são menores e a
forma como vêm sendo pressionados contraria o estatuto da Criança e do
Adolescente. “O ideal, até para uma boa formação intelectual e moral, é que eles
(os menores) tivessem liberdade para escolher se apóiam ou não a greve”, disse
uma das mães bastante preocupada com a formade pressão pela qual os alunos são
submetidos pela direção do estabelecimentode ensino.
Os estudantes também alegam que,desde a formação de um grêmio
estudantil, a direção da escola tenta impedir as assembléias, proibindo reuniões
nas dependências da instituição e distribuição de cartazes e panfletos. “Agora
com a deflagração da greve dos técnicos e docentes, os diretores ignoram nosso
direito de livre organização e pensamento”,afirmam em panfleto, convocando
alunos para participar da manifestação em apoio a greve marcada para esta
quarta-feira (20 de junho).
No mesmo documento, que é assinado pelo Comando Estudantil de
Luta pela Educação, os estudantes garantem que desde o começo da greve no dia 13
deste mês, quem declarou que pensava em dar apoio aos professores estão sendo
sofrendo represarias, coações e ameaças. Duas conselheiras do Conselho Tutelar,
ainda conforme denúncia dos líderes estudantis, foram até a instituição com o
único propósito de impedir que alunos apoiassem a greve.
A paralisação nacional foi decidida no dia 23 de maio, em
Brasília. Os grevistas reivindicam aumento salarial de 22%, reestruturação de
carreira e melhores condições de trabalho. Em
Porto Velho, de acordo com o comando de greve, a paralisação atinge mais de 70
professores da instituição. Eles afirmam que estão trabalhando seis anos sem
reajuste salarial. Lamentam também que a construção do prédio de mais um campus
em Porto Velho se arrasta há mais de três anos. Sem a conclusão, os laboratórios
para aulas práticas continuam precários.
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