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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Jornalista consegue vencer o câncer e conta sua história aos colegas

Deosdete Pêgo (FOTO) passou meses internado em São Paulo e agora está no município, onde reside com a família.


Susto. Essa é a única palavra que vem à mente quando nos deparamos com o colega de imprensa Deosdete Pêgo, que “sumiu” desde o início do ano e reapareceu 57 kg mais magro, abatido, caminhando lentamente sob os cuidados do filho, Ithalo Carlos Pêgo, no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) na última visita do Governador Confúcio Moura a Vilhena.

Ele estava sentado nas primeiras fileiras e acompanhava toda a movimentação dos colegas de imprensa, assessores e até mesmo os próprios políticos, que outrora não deixavam de lhe cumprimentar por conta do trabalho prestado, sem ser reconhecido.

Com os braços e pernas cruzados abusava do seu anonimato temporário e fitava a todo o momento os amigos, bem como as pessoas que passavam por ele, como se estivesse experimentando, novamente, os pontos positivos de ser mais uma pessoa em meio à multidão, ou mesmo indignado por ninguém o reconhecer. Ao final da solenidade, o susto.

Quando começou a se reapresentar, as pessoas simplesmente se recusavam a crer que aquele magricela era o mesmo gordinho sorridente e conversador de meses atrás (FOTO ABAIXO); os Jornalistas ficaram abismados, por não o reconhecer e até mesmo não acreditar que aquele era o Deosdete.

Duas viagens seguidas (uma no final de dezembro de 2012, outra em janeiro do ano seguinte) resultaram em uma série de exames, três cirurgias e a partir de agora pelo menos cinco anos de acompanhamento médico, e recuperação total. “Quando cheguei em casa em janeiro, depois da viagem, estava travado. Para sair do carro tive que ser carregado”, relembra Deosdete sobre a manifestação de um sintoma que o levou a procurar um médico. Um Câncer no intestino foi a causa de tudo.

Os primeiros sintomas vieram através das fezes (esbranquiçadas) e urina (muito avermelhada), e em seguida o susto toma conta quando chega ao município de Cacoal, e é transferido com urgência para a Unidade do Hospital do Câncer de Barretos, em Porto Velho.

Lá novamente, e mais um, susto. Desta vez quando recebe a notícia de que tem que fazer uma cirurgia urgente por conta de um desvio da bílis para a corrente sanguínea. “Me deram três dias de vida”, relembra.

A cirurgia fora um sucesso. Porém, dias depois quando já estava em casa, foi notificado pelo hospital a retornar. “A prótese colocada para trazer a bílis ao lugar correto era pequena, e não daria certo. Fui encaminhado novamente às pressas à sede do Hospital, em Barretos (SP)”, conta o Jornalista.

No município paulistano Deosdete começa a sentir uma série de sintomas e, segundo ele, sofria com inchaços constantes, que lhe rendiam muitos quilos extras.

No dia 11 de junho ele foi submetido a uma cirurgia de Videolaparoscopia (quando o procedimento é realizado sem cortes, e através de câmeras) e 11 horas depois o tumor, que havia tampado todo o canal da vesícula, parte do intestino, parte do pâncreas, a própria vesícula e um pedaço do estômago foram retirados do corpo de Deosdete, que ficou três dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e posteriormente 15 dias internado sob observação. “Depois da cirurgia fiquei dois meses de cama, sem conseguir andar”, relembra o Jornalista.

Depois de nove doses diárias de antibióticos, durante pouco mais de quatro meses, e um susto tremendo, Deosdete retorna a Vilhena e se emociona ao relembrar do caso, e diz que o momento mais duro de toda essa briga foi quando estava no hospital de Cacoal, e os médicos pediram que ele chamasse a família. “Meus filhos saíram de Vilhena e ficaram sabendo da gravidade do problema primeiro que eu. Foi muito difícil”, relembra às lágrimas.

Deosdete tem três filhos (além de Ithalo, Debora Pêgo e Rebeca Pêgo), atua na imprensa desde 1997 e já passou pelos jornais Tribuna Popular, O Observador, Folha do Vale e Folha do Guaporé, jornal que é proprietário há 10 anos. Deosdete está com 58 anos e deve retornar a Barretos a cada três meses para acompanhamento por pelo menos cinco anos.

“Eu gostaria de agradecer pela ajuda do Deputado Estadual Luizinho Goebel, e também de Maurão de Carvalo, sem os quais não estaria aqui hoje para falar sobre esse assunto”, arremata o Jornalista. O caso de Deosdete é um dos muitos que às vezes passam despercebidos no cotidiano das pessoas. Vale lembrar que é de suma importância fazer exames periódicos para evitar esse tipo de susto.

A foto abaixo mostra o Jornalista durante a cobertura de um evento em outubro de 2012 em Vilhena. Acima, como está atualmente.




FONTE: EXTRA DE RONDÔNIA
TEXTO: DA REDAÇÃO
FOTOS: RÔMULO

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