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terça-feira, 20 de junho de 2017

Advogado de Silval diz que 10 deputados o visitaram em um único dia

SILVAL ALEGOU ESTAR SOB AMEAÇAS

O advogado Marcos Dantas, que atua na defesa do ex-secretário de Estado de Fazenda Marcel de Cursi, revelou ao noticiário MT Record nomes de outros políticos que teriam visitado o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) no Centro de Custódia da Capital (CCC), durante o último semestre.







Na semana passada, em entrevista ao Gazeta Digital, ele havia apontado que o senador Wellington Fagundes (PR) teria ido pessoalmente e que o ministro Blairo Maggi (PP) teria enviado um emissário. Desta vez, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (DEM), líder do governo na Assembleia Legislativa, Gilmar Fabris (PSD) e Mauro Savi (PSB) também foram citados pelo advogado.

Conforme a entrevista dele ao MT Record, Silval Barbosa teria recebido 10 deputados em um único dia, além de secretários titulares e adjuntos do governo.

O fato é usado pela defesa de Marcel para afastar a ideia de que ele seria uma das pessoas que teriam ameaçado o ex-governador, o que poderia complicar ainda mais sua situação nas diversas ações penais a que responde juntamente com Silval e outros membros da antiga gestão, nas operações Sodoma e Seven.

“Uma das bases da soltura do ex-governador Silval Barbosa foi o fato de que ele estava sofrendo pressão dentro do Centro de Custódia. E aí surge essa questão: essa pressão foi sofrida lá internamente ou foi de pessoas que estiveram lá fazendo visita? Nós temos certeza que os internos não fizeram porque está detido o Chico Lima, o coronel [José Cordeiro] está no Bope, quer dizer, ele não teria condições nenhuma de fazer qualquer pressão, está o Marcel e o outro secretário acho que é o Valdísio [Viriato] que se encontra lá detido. E essas pessoas são pessoas de boa índole, nenhum deles teria capacidade pra fazer esse tipo de ameaça contra o governador”, afirmou o advogado.

Marcos Dantas ainda explicou que não pediu extensão para seu cliente no pedido de soltura que beneficiou Silval Barbosa porque, diferentemente deste, Marcel de Cursi não pretende fazer confissões.

“O ex-governador pediu a soltura dele com base em suas confissões. O seu ex-secretário, o Sílvio [Corrêa] também confessou. Pra que o Marcel pudesse fazer um pedido de extensão, no entendimento processual, ele teria que fazer uma confissão, a qual ele tem certeza absoluta de que ele não cometeu nenhum ilícito. Marcel alega inocência desde o início e continuará mantendo essa linha até o final”.



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