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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os poderosos investigados em Rondônia

Condenado a 13 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2010, o deputado federal Natan Donadon (PMDB) é acusado de ter participado de um esquema que desviou R$ 8,4 milhões da folha de pagamento da Assembléia Legislativa de Rondônia, em 1995. Com o PMDB mandando no congresso (câmara e senado), Natan só será “hospede do Urso Branco”, a partir de 2015.

INVESTIGADO

Padre também comete seus pecados, o deputado petista Padre Ton responde ao Inquérito 3230 (crimes da Lei de Licitações).“O deputado afirma que está bastante tranquilo. Todas as suas contas enquanto esteve na prefeitura de Alto Alegre dos Parecis foram aprovadas pelo Tribunal de Contas de Rondônia”, diz a assessoria. leia aqui a resposta do parlamentar

INVESTIGADO I

O senador Acir Gurgacz líder do PDT no Senado responde a três inquéritos (2900, 3348 e 3377) por falsificação ou alteração de substância de produtos alimentícios e crime da Lei de Licitações. O primeiro deles recebeu parecer pelo arquivamento da Procuradoria-Geral da República. Todos aguardam análise dos ministros do STF.

INVESTIGADO II

O ex-governador de Rondônia Ivo Cassol (PP) é réu em ação penal (565) por crimes da Lei de Licitações e quadrilha ou bando. É também investigado em três inquéritos (2828, 3158 e 3373) por crimes agrários, peculato e improbidade administrativa. No primeiro inquérito, aparece como suspeito de ter coagido e oferecido vantagens a testemunhas para que negassem a existência de um esquema de compra de votos que envolvia o ex-senador Expedito Júnior – cassado, em razão dessa denúncia, pela Justiça eleitoral.

INVESTIGADO III

O senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB e ex-governador de Rondônia responde a quatro ações penais por peculato, crimes eleitorais e contra o sistema financeiro. É acusado de ter alterado, por conta própria, o destino de recursos de um convênio de US$ 167 milhões firmado com o Banco Mundial entre 1997 e 1998. É ainda investigado em inquérito (2442) por crimes contra a administração.

O PERDULÁRIO

Apesar de empresário bem sucedido, o deputado federal, Rubens Moreira Mendes (PSD) não economiza nos gastos quando o dinheiro é do contribuinte. Segundo o relatório de gastos dos deputados divulgado pela câmara, Moreirão é o segundo mais gastador, torrando mais de meio milhão de reais do contribuinte.

O MÃO DE VACA

Na contramão do Moreirão está o deputado federal Mauro Nazif (PSB), que gastou uma merreca, em comparação com os demais deputados, ostentando a “medalha de ouro”. Isso é um aviso para aqueles que esperavam uma campanha não milionária, mais pelo menos farta de grana, do turco. Se não gastou o dinheiro do contribuinte, alguém imaginou o turco metendo a mão no seu próprio bolso? Santa inocência.

COLUNA XAKUMIGO – Pinheiro de Lima

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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