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quarta-feira, 19 de março de 2014

Dissimulação de Testoni começa a ser desmontada com direito a sacrifício do Governador

Conforme a nossa coluna havia publicado no último dia 09/03/14 (Domingo - http://dannybueno.blogspot.com.br/2014/03/jogo-rasteiro-para-surpreender.html ), os plano dos prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (PSD), começam a tomar forma e as reais intenções do investigado pelo Ministério Público de Rondônia finalmente tem seus dias contados para se manifestarem.

Em reportagem exclusiva publicada hoje no site Correio Central, de Ouro Preto do Oeste, de propriedade do colega Edmilson Rodrigues, que é parente de terceiro grau de 3 dos filhos do prefeito, o mesmo asseverou que até o dia 05 de Abril deve apresentar seu nome ao partido para concorrer nas próximas eleições ao governo do Estado.

confucio-reune-cupula-do-pmdb-e-avisa-que-nao-e-candidato-a-reeleicaoAlex confia cegamente na impopularidade do governador como ponto de apoio a ser explorado na argumentação junto aos principais conselheiros do chefe do executivo estadual fazendo com que os mesmo concordem que seria “missão impossível” arriscar as últimas centelhas de credibilidade política em uma derrota vexatório contra os principais adversários, enquanto ele, que sempre demonstrou total aliança com o governo seria um candidato menos “problemático” para efeito de transição e ao mesmo tempo poderia absorver grande parte da atual equipe como forma de compensar o apoio e a vaga concedida.

Na verdade, Testoni busca arrancar a aprovação da forma menos desgastante para fazer parecer que recebeu o cetro das próprias mãos do governador, e assim, impressionar seus aliados e adversários que o veriam como digno de grandes articulações nos bastidores.

Mas, como eu já falei da outra vez, Rondônia não é Ouro Preto do Oeste, e a grande maioria da classe política e empresarial do Estado quer ouvir falar do nome dele, basta lembrar as declarações e embates infelizes que o mesmo teve com os demais deputados na Assembleia Legislativa durante seus dois anos como deputado de 2006 à 2008, bastou o nome dele ser cotado para assumir a presidência da casa que as portas de todos os gabinetes se fecharam para ele.

Já na coluna do jornalista Roberto Gutierrez (http://folhaderondonianews.com/news/2014/03/confucio-decide-sobre-candidatura-semana-que-vem/), que conversou pessoalmente com Edmilson Rodrigues, o prefeito teria “vazado” os seguintes trechos da conversa com o governado Confúcio Moura: “O governador fez um compromisso comigo que até a semana que vem ele vai dar a sua posição em uma coletiva com a imprensa, e dizer se é ou não candidato”, revelou Testoni, o conteúdo da conversa.

Ou seja, há mais de uma semana em Porto Velho, o prefeito que disse na rádio do município que o seu afastamento teria exclusivamente o propósito de cuidar de recursos adquiridos e assuntos pessoais, está articulando sua candidatura com o governo estadual e com certeza no momento, não está esquentando a cabeça para as investigações do Ministério Público do Estado, pois confia que em sendo eleitor alcançará foro privilegia do para discutir as acusações que pesam contra si.

Concluindo, como já havíamos publicado, toda encenação montada para surpreender a o Ministério Público, população, os adversários e principalmente os aliados, não passou de uma cortina de fumaça para desviar a sua imagem do foco das investigações e até mesmo para impedir que o MP tomasse a dianteira e promovesse seu afastamento, o que deixaria sua imagem extremamente abalada para disputar qualquer cargo, principalmente o de governo, a controvérsia foi a melhor estratégia.

Mas isso, não significa que o Ministério Público se impressione o bastante para desacelerar as investigações, muito pelo contrário, nesse caso o feitiço pode até mesmo virar contra o feiticeiro, Alex se esquece que essa nova safra de procuradores e promotores público já não rezam mais as cartilhas coronelistas do passado, das quais ele gosta de fazer uso, onde os barões do poder permaneciam eternamente impunes por seus atos e tudo sempre acabava no dito pelo não dito.

Na coluna de ontem do jornalista Alan Alex, (http://gazetaderondonia.com.br/20140319154733/gerais/suposta-namorada-de-juiz-teria-pedido-rs-400-mil-para-libertar-preso-da-apocalipse.html)há indícios de que o prefeito Alex Testoni esteja também em Porto Velho para “abafar” boatos de que empresas ligadas a ele estariam prestando serviço ao governo estadual na capital, o que acabaria por complicar de vez sua situação junto as investigações do MP, que certamente já está a par de tais denúncias.

No tocante ao trabalho dos promotores de Ouro Preto, o destaque vai para a corajosa atuação da promotora Alba da Silva Lima, que tem promovido uma verdadeira devassa na vida política dos prefeitos do eixo central do Estado, o que exclui o argumento de que ela esteja promovendo qualquer perseguição ao alcaide de Ouro Preto, como alguns pau mandados gostam de declarar por ai.

Entre os prefeitos também investigados pela promotora estão os de Mirante da Serra, Nova União e Vale do paraíso, tanto que anda acompanhada de dois policiais 24 horas, como já dizia minha vó: “mulher prevenida vale por duas”…

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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