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sábado, 23 de junho de 2007

A VACA LOUCA BRASILEIRA
























Danny Bueno

Versão humana do mal da vaca louca mata aposentado na Bahia. Esta notícia está na Folha On Line.

O que era uma prerrogativa dos ingleses agora chega ao Brasil, tanto é que se dizia que na Inglaterra a vaca é louca, na Índia ela é sagrada e no Brasil, ela é ministra. E pelo visto agora também está louca.

Também estão dizendo que o gado do Renan Calheiros está com febre aftosa, mas a vaca vai bem, obrigado.

Nos dias de hoje está cada vez mais difícil manter a postura de dignidade que sempre procurei ter.

São tantas coisas erradas, são tantas as pessoas mal preparadas, são tantos os assaltantes do dinheiro público, e eles são tão descarados que nem se importam com as reportagens que saem nos jornais e nas revistas, desde que falem deles, pois um novo ano eleitoral se aproxima.

O compadre de Lula, por exemplo, disse que agora ficou famoso, É um belo exemplo de como se atingir a fama.

Mas a ministra nem seguiu suas próprias palavras, não relaxou e nem gozou, pois viaja em aviões da FAB, como fez ontem.

Na verdade, ela só relaxa com as contas públicas e não sei se goza, ainda.

Eu me lembro de sua eleição à prefeitura quando ela,candidata, aparecia ao lado do marido Eduardo e foi graças ao sobrenome do marido que ela se elegeu.

Poucos dias ou horas depois, anunciou sua separação e casou-se com um argentino. Na época circularam mensagens da Internet sobre o fato.

Alguém dizia que não conseguia pensar em castigo maior para Marta do que ser casada com um argentino e também não conseguia pensar em nada pior para um argentino do que ser casado com a Marta.

Muita maldade eu reconheço nesta afirmativa, pois nem argentino merece ser casado com ela.

Alguém alguma vez já viu um gesto de doçura nessa mulher? Sempre arrogante, senhora de si, autoritária e talvez ela seja a responsável pela dificuldade de articulação das palavras de seu ex-marido.

Dona Marta não é flor que se cheire, aliás, nem flor ela é!

Ministra, eu não aprovei sua indicação para o Ministério do Turismo, muito pelo contrário. Foi um ato daqueles que o presidente deve ter praticado sob influência etílica, aliás, eu acho que ele só derrubou aquele copo outro dia, porque nele continha apenas água.

Dona Marta, quando estiver em seu ministério, faça uma carta bonitinha à nação e outra ao presidente. Peça desculpas nas duas, pegue seu boné e saia de Brasília. Ou fique por aí, mas por favor, saia do ministério.

Eu não vou relaxar e nem gozar enquanto você for ministra. Talvez faça até um abaixo assinado, mas você não vai esquentar a cadeira não.

Espero que minhas palavras não tenham sido ofensivas, mas se o forem eu me desculparei em nota oficial como a senhora o fez!


Pensamento do Dia:

Nota Oficial: (Quero me desculpar pelas palavras que escrevi e pela infeliz comparação da ministra com as vacas inglesas e indianas, às quais peço que me perdoem.)
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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