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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia – (Sexta 14/01/13)

Chove chuva

Quem não anda muito feliz com as fortes chuvas em Porto Velho são os donos de blocos canavalescos, a exemplo do Galo da Meia Noite que tiveram seu ensaio comprometido pelas constantes chuvas que vem castigando a capital de Rondônia com raros espaços de tréguas para as àguas escorrerem, e o pior é que as enchurradas estão se manifestando principalmente aos fins de semana, como neste sábado e domingo (12/01 e 13/01), o que apesar da teimosia das bandas que tocaram em baixo dos temporais, não animou ninguéma sair de casa para assistir a festa popular, até Fevereiro outras bandas, como o Vai Quem Quer, devem passar pelo mesmo dissabor se São Pedro não der uma forçinha.

Animado para trabalhar

Quem parece muito animado para voltar às funções públicas é o ex-vice-prefeito, Emerson Castro que recebeu um convite expresso do Governador Confúcio Moura e aceitou prontamente, mostrando que os 25 dias a frente da prefeitura de Porto Velho fizeram muito bem a vocação do político que com certeza teve chance de ponderar entre a vida pública e a privada com alto índice de aprovação popular. Em sua página no Facebook Emerson Castro declara que não poderia recusar o convite pois ainda se sente apto a contribuir para o engrandecimento do Estado de Rondônia – :” Ano começa com desafio robusto e motivador. Agradeço ao gov. @confuciomoura pelo convite q foi prontamente aceitei! Vamos a luta por Rondônia!” Em outro trecho Emerson declara que: “Assumir uma secretaria nao é nobreza, é encargo e é motivado pelo mais puro espirito publico que assumo essa missão a pedido do nosso Governador Confúcio. Mas, toda a vibração de positivasse ajuda e motiva. Obrigado mais uma vez.

Parabéns aos anjos da vida

Esta semana que está de aniversário é o Hospital de Base Ary Pinheiro, conhecido HB de Porto Velho, onde milhares de vidas ao longos desses anos podem confessar aos interessados o quanto estão agradecidas pelo atendimento recebido que evitou com certeza lhes salvou da morte. Apesar de não um hospital de alta complexidade como o João Paulo II, o HB é na verdade o corredor de passagem daquelas cirurgias de menor urgência e da recuperação e tratamento de doentes em situações traumáticas, como nos casos ortopédicos. Porém, não deixa de ter uma importância singular para o povo de Rondônia que vem se tratar no complexo, na sua grande maioria oriundas do interior, e são muito bem atendidas pelos profissionais experientes que por lá transitam, verdadeiros anjos na concepção de muita gente. Parabéns ao trabalho e dedicação desses valorosos sacerdotes da saúde.

Quantos anos tem que ter um assassino?

Sugerida pelo senador Ivo Cassol, entra em pauta na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, após o recesso no Senado Federal, a tão polêmica discussão sobre a maioridade civil. O senador Ivo Cassol (PP-RO) propôs um Projeto de Decreto Legislativo (PDS 539/2012) que sugere a realização de plebiscito sobre a redução da maioridade penal para 16 anos, a ser realizado já nas próximas eleições presidenciais, em 2014. A Constituição prevê que não podem ser imputados penalmente os menores de dezoito anos (artigo 228), que assim ficam sujeitos a punições específicas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas é grande a pressão de parte da sociedade para que os hoje menores infratores possam ser penalmente responsabilizado por suas ações. A discussão é extensa e você o que acha disso?

CONTATOS:

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo e-mail danny_bueno3@hotmail.com

No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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