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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia–15/01/2013

Tudo calmo na Assembléia

Por esses dias a Casa de Leis do Estado de Rondônia começa a reaquecer os motores após o período transitório de final de ano, porém, apenas alguns gabinetes estão funcionando desde a última segunda feira (14/01), data apresentada como retorno das atividades. Para efeito de trabalhos, os deputados devem mesmo começar o ano visitando seus municípios e planejando suas ações neste terceiro ano de mandato, é obviu que todos estão bem atentos ao próximo ano e devem estar traçando suas estratégias para as eleições de 2014, onde alguns conseguem se reeleger e outros dão lugar aos novos pretendentes, mas tudo isso, como sempre, depende muito da aprovação popular dos trabalhos apresentados por cada deputado.

Possível prejuízo

A situação encontrada pela nova administração municipal da capital não poderia ser pior. Além dos embargos dos órgãos de fiscalização em dezenas de contratos de prestação de serviços (falta de combustível principalmente), o município corre contra o relógio para evitar que os R$ 800 milhões das obras do esgotamento sanitário seja estornado para os cofres da União.
A situação é quase dramática e foi tema esta semana de uma reunião no Teatro Banzeiros entre as secretarias estratégicas de Mauro Nazif. O prazo estabelecido pelo Governo Federal é que a Prefeitura da capital apresente o projeto básico das obras até 31 de março e mais três meses para finalizar o projeto executivo. Caso isso não aconteça, o município vai perder muito dinheiro.

Dinheiro parado

O dinheiro, por enquanto, continua depositado na Caixa Econômica Federal. O dinheiro só dá para concluir 67% do esgotamento sanitário, pois há muito tempo ficou parado na conta por causa dos embargos sofridos pelo Tribunal de Contas da União (Acórdão 1997/2011). Hoje, Porto Velho é uma das piores capitais em esgotamento, apenas 2% de sua área total.

Momentos decisivos

Nesta terça feira (15/01), estiveram reunidos os 21 vereadores com o prefeito Mauro Nazif para estabelecer os novos nomes dos administradores dos distritos de Porto Velho, entre eles Jacy Paraná, o maior de todos os distritos. Uma pequena  celeuma começou quando a Prefeitura  resolveu nomear administradores indicados principalmente por políticos do PT. A insatisfação é geral inclusive dentro das comunidades que querem mudanças e revisão das nomeações.

João Paulo II se recupera

É claro que a normalidade não é pauta e que o fato de não haver mais pacientes acomodados no chão do Hospital João Paulo II,  isso nem seria notícia capaz de merecer atenção da imprensa, deslocamento de repórteres, fotógrafos e equipes de televisão. Até porque iria parecer matéria paga.

            Mas o raciocínio seria apenas correto se não fosse esta a primeira vez, desde sua fundação, que isso acontece, conforme lembrou ontem um servidor da Sesau.  É claro que a situação da saúde pública, não apenas aqui, mas em qualquer canto do país, é absolutamente crítica. E os problemas surgem diariamente. Basta alguém mais exaltado conduzir um paciente para a crise se instalar. Cada pessoa entende que seu caso é prioridade absoluta. E basta alguém morrer no hospital para desencadear um processo capaz de jogar por terra todo o trabalho, esperamos que seja essa a primeira de muitas vezes que venhamos a reconhecer a superação do governo em resolver os problemas instalados no único hospital de alta complexidade do Estado.

CONTATOS:

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo e-mail danny_bueno3@hotmail.com

No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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