segunda-feira, 7 de outubro de 2019

"FODA-SE" | Produtor da Expo Alta Floresta revoltado com falta de apoio ao evento ofende classe empresarial e "AQUELES"

O que poderia ter tido um final pra lá de “Feliz”, após todos os percalços e dificuldades, acabou sendo manchado em um discurso infeliz e desnecessário, pelo próprio produtor do evento.

Quando se apresentou a sociedade AltaFlorestense Ricardo Camilo foi recebido com todo carinho e respeito por diversas autoridades

Ricardo Lemes Camilo, responsável principal e produtor do evento Expo Alta Floresta, que já chegou a ser preso em flagrante, em 2013, por agressão a própria esposa, conforme informações do site Gazeta MT, numa atitude de visível descontrole emocional fez questão de enviar um “recado” para “aqueles” que não quiseram “somar” com seu evento através um xingamento pra lá de desrespeitoso e imerecido para com a classe empresarial e o setor produtivo do município.

Ao fazer uso da palavra no último dia do seu evento, diante de um público estimado de 15 mil pessoas, o empresário acusou “aqueles”, sem explicitar quem, da classe empresarial e do agronegócio, de tentarem atrapalhar seu projeto e ou viraram “as costas” para ele quanto a execução da festa.

“O locutor é meu amigo e ele sabe, que não sou de meia palavras, e que gosto de falar, tem muito empresário que virou as costas, fechou as portas e não acreditaram no nosso projeto… eu quero dizer pra vocês FODA-SE!!! Para cada um de vocês, não precisamos de vocês para fazer nada, não dependemos de vocês para fazer nada, dependemos é do povo, o povo que fez essa festa e acreditou, não acreditaram, mas o povo tá aqui, FODA-SE vocês!!! Ano que vem quem quiser ajudar e entrar no grupo… e ajuda beleza, mas se não quiser, o povo vai estar aqui, por que não precisamos de vocês, então pra vocês… se quiserem ir participar, são bem vindos, mas, se não quiserem, novamente: FO…DA…SE!!!”, esbravejou no microfone o produtor Ricardo Camilo.

As declarações foram imediatamente rechaçadas nas redes sociais por membros da classe empresarial que jamais esperavam ouvir tamanha afronta a dignidade daqueles que são os maiores responsáveis pela existência de Alta Floresta.

Apesar da divisão de opiniões ganhar corpo, a medida em que eram discutidas as declarações vingativas do empresário, grande parte do setor comercial do município se sentiu atingido pelas palavras de baixíssimo calão,e indignas de quem recebeu tanta credibilidade para provar que era capaz, e provou, só que preferiu cuspir no prato que comeu, depois de ter se lambuzado aos 45 do segundo tempo.

Segundo declarações de membros da equipe do empresário, como a Promoter Flávia Bulhões, em conversas com pessoas que simpatizaram om a atitude do empresário, o rompante de fúria apresentado no discurso do empresário se deu por causa de “sacanagens, sabotagens e até roubos” ocorridos ao longo dos 5 meses de preparação do evento, e ainda reforçou o xingamento, endossando o ato de que ela chamou de “desabafo”, do empresário.

O Empresário do setor produtivo Vander Sagin, foi um dos primeiro a condenar as palavras de extrema agressividade e hostilidade para com o comércio e o agronegócio do município, em um debate com a principal responsável pelo evento no município, ele fez questão de dizer que as declarações do empresário Ricardo Camilo foram pra lá de infelizes, principalmente por ter generalizado todos os setores comerciais da cidade.

 

 

AGRESSÕES, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E EVENTOS TRÁGICOS

O caso da agressão física praticada contra a própria esposa, aconteceu no dia 04 de Julho de 2013, e o agressor, Ricardo Camilo teve a prisão em flagrante decretada pelo crime de injúria, lesão corporal com incidência da Lei Maria da Penha. Ele pagou fiança e deve respondeu aos crimes em liberdade.

O ocorrido, se deu durante a realização de um show da dupla sertaneja Jorge e Mateus, do qual também era promotor. Ele teria agredido fisicamente a sua esposa, causando-lhe ferimentos nos lábios, no interior do Parque de Exposições, na cidade de Tangará da Serra.

Outro episódio marcante que envolveu o empresário em 2010, foi a queda da estrutura de um Camarote Vip, em um show da dupla sertaneja Henrique e Diego, na cidade de Rondonópolis, no Parque de Exposições “Wilmar Peres de Farias”, na noite de quinta-feira (9/12), conforme a TV Aquari – Record de Rondonópolis.

As pessoas que estavam no local do acidente caíram da estrutura metálica que ruiu de uma altura de cerca de 2 metros. Pelo menos 15 pessoas teriam sido diretamente atingidas na queda, mas apenas oito se feriram sem muita gravidade.

VEJA O VÍDEO COM AS OFENSAS PROFERIDAS PELO EMPRESÁRIO NA EXPO-ALTA-FLORESTA:

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Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno

_______________Arquivo vivo: