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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crônicas de Rondônia (18/02) -

Sobrinho na cova dos leões

Na tarde desta segunda feira (18/02), a executiva do PT se reuniu na capital para ouvir a versão do ex-prefeito afastado do cargo antes do término de seu mandato, por determinação da justiça em virtude da investigação judicial promovida pelos MPF e MP/RO, através da Operação Vórtice. Até o presente fechamento desta edição não se sabia os resultados da decisão da executiva quanto a expulsão ou não do ex—prefeito do Partido dos Trabalhadores, pois a presidência do mesmo, que está a cargo de seu aliado e amigo de longa data, Tácito Pereira com certeza tentará de todos os meios preservar o “companheiro Sobrinho”, mesmo contrariando a grande maioria da chamada ‘militância” que desejam ver Roberto Sobrinho sentado em uma cadeira elétrica a permanecer no partido, mais detalhes na próxima coluna.

Degola na Assembleia

Mesmo detendo uma curiosa admiração de meia dúzias de “ex-pupilos”, que provavelmente o livrarão da expulsão sumária, o ex-prefeito já obteve sua resposta quanto a permanência na Assembleia Legislativa de veio a canetada aplicada pelo presidente Hermínio Coelho, exonerando sem mais delongas o assessor especial lotado no gabinete da deputada Epifania Barbosa (PT), que não ficou nada satisfeita com a expulsão de seu assessor do quadro funcional de seu gabinete, parece que a esperança era de que a decisão se adiasse um pouco mais para que o tempo pudesse dar espaço a negociações ou esquecimentos. Perdeu…

Agora só “Fichas Limpas”, será?

O governador Confúcio Moura decidiu adotar os mais rígidos critérios com base na Lei da Ficha Limpa, visando a atualização cadastral dos servidores do Estado de Rondônia, cumprindo o que determina a referida Lei, denominada “Lei da Ficha Limpa Estadual”, o secretário de Estado de Administração (Sead), Rui Vieira de Sousa, encaminhou ofício circular aos dirigentes das pastas estaduais do Poder Executivo para que recomendem aos servidores detentores de cargos comissionados, efetivos ou não, para que reúnam as certidões Negativa da Sefin; Negativa do Tribunal de Contas; Negativa da Justiça Federal; Negativas do Tribunal de Justiça (1ª e 2ª Instância); Negativa da Corregedoria e Negativa da Justiça Eleitoral e as encaminhem à Sead até o dia 28 de fevereiro do ano em curso. É pagar pra ver se cola.

Cassol abre a corrida eleitoral

Despreocupadamente, o ex-governador e atual senador da república Ivo Narciso Cassol (PP), vem “passeando” pelo interior do Estado a difundir a sua tese de que acredita que será inocentado pelo STF e por isso já está a vontade para manifestar aos seus eleitores a sua disposição para o retorno ao governo do Estado, que segundo o senador progressista, o mesmo está clamando pela sua retomada às rédeas do executivo estadual.

Não é muito bom contar com o ovo Ivo

Segundo vários analistas jurídicos, é praticamente um ato de Deus, se o senador Cassol conseguir reverter as decisões que o impedem sequer de se candidatar a qualquer cargo eletivo antes de 2016, porém, como o italiano é mais teimoso do que aqueles bonecos de loja infantil, conhecidos como “João Teimoso”, que insistem não ser derrubado, ele continua alimentando a sua esperança de voltar ao Palácio Getúlio Vargas com a força do povo. Será que o ministro Joaquim Barbosa será o contemplado como relator dos processos de Cassol?

AROM reaviva a união dos prefeitos

O presidente da Associação Rondoniense dos Municípios – AROM, Vitorino Cherque (PMDB), esteve reunido com grande parte dos prefeitos de Rondônia neste fim de semana para cobrar um lote de reivindicações ao governo estadual,  além de levantar as necessidades coletivas das prefeituras, os participantes assistiram a palestras dos representantes de pastas estaduais ligadas ao planejamento e desenvolvimento econômico, de interesse dos municípios. As metas a serem trabalhadas pela Arom foram definidas pelos próprios prefeitos, conforme articulou o presidente da associação.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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